O médico que fez história e hoje empresta seu nome a ruas e laboratórios.
Difícil quem ainda não tenha ouvido falar sobre ele. Oswaldo Cruz nasceu há 135 anos para escrever sua história como um dos médicos mais importantes no Brasil e no mundo. Depois de dois anos de formado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz foi, com 24 anos, para a França ser estagiário no Instituto Pasteur. Lá ficou durante três anos, até voltar ao nosso país tropical com a missão de assumir a direção do Instituto Soroterápico (que hoje recebe seu nome) para desenvolver a vacina contra a peste bubônica. Já ocupando o cargo de diretor-geral de saúde pública, Oswaldo Cruz também encabeçou campanhas contra a febre amarela e a varíola.
Estes já eram considerados grandes feitos, mas a história que o tornou conhecido por todos ainda estava por vir. Em 1904, ele convenceu o presidente Rodrigues Alves de que a vacinação deveria se tornar obrigatória. Com isso, provocou um burburinho entre os populares e a Escola Militar. Ocorreu, então, o fato histórico tão freqüente nos livros escolares: a Revolta da Vacina. Você consegue imaginar um mutirão de limpeza que em um mês limpou quase 20 mil ralos e uma campanha de vacinação efetiva a ponto de eliminar os casos de febre amarela? Pois foi isso o que aconteceu.
Oswaldo Cruz recebeu um prêmio inédito representando o Brasil no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. Até então o prêmio nunca tinha sido dado a qualquer instituição que não fosse alemã. Após deixar a direção da Saúde Pública, ele participou de outros projetos, incluindo a análise das condições sanitárias na Amazônia, onde a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi construída. Oswaldo Cruz foi homenageado inclusive na descoberta do protozoário causador da Doença de Chagas, nomeado por Carlos Chagas de Trypanosoma cruzi.
O “médico sanitarista”, como Oswaldo Cruz é comumente reconhecido, também é um imortal da Academia Brasileira de Letras. Dois anos após ser eleito, ele faleceu, aos 44 anos, por insuficiência renal. Porém não só o título da ABL o tornou imortal, seu papel de grande relevância para a área médica já fazia com que ele entrasse para a história. Hoje o nome Oswaldo Cruz batiza ruas, praças, hospitais, laboratórios e até mesmo uma cidade.





