Os Grandes — 30/08/11
Oswaldo Cruz, o herói que combateu a febre amarela

O médico que fez história e hoje empresta seu nome a ruas e laboratórios.

Difícil quem ainda não tenha ouvido falar sobre ele. Oswaldo Cruz nasceu há 135 anos para escrever sua história como um dos médicos mais importantes no Brasil e no mundo. Depois de dois anos de formado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz foi, com 24 anos, para a França ser estagiário no Instituto Pasteur. Lá ficou durante três anos, até voltar ao nosso país tropical com a missão de assumir a direção do Instituto Soroterápico (que hoje recebe seu nome) para desenvolver a vacina contra a peste bubônica. Já ocupando o cargo de diretor-geral de saúde pública, Oswaldo Cruz também encabeçou campanhas contra a febre amarela e a varíola.

Estes já eram considerados grandes feitos, mas a história que o tornou conhecido por todos ainda estava por vir. Em 1904, ele convenceu o presidente Rodrigues Alves de que a vacinação deveria se tornar obrigatória. Com isso, provocou um burburinho entre os populares e a Escola Militar. Ocorreu, então, o fato histórico tão freqüente nos livros escolares: a Revolta da Vacina. Você consegue imaginar um mutirão de limpeza que em um mês limpou quase 20 mil ralos e uma campanha de vacinação efetiva a ponto de eliminar os casos de febre amarela? Pois foi isso o que aconteceu.

Oswaldo Cruz recebeu um prêmio inédito representando o Brasil no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim. Até então o prêmio nunca tinha sido dado a qualquer instituição que não fosse alemã. Após deixar a direção da Saúde Pública, ele participou de outros projetos, incluindo a análise das condições sanitárias na Amazônia, onde a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi construída. Oswaldo Cruz foi homenageado  inclusive na descoberta do protozoário causador da Doença de Chagas, nomeado por Carlos Chagas de Trypanosoma cruzi.

O “médico sanitarista”, como Oswaldo Cruz é comumente reconhecido, também é um imortal da Academia Brasileira de Letras. Dois anos após ser eleito, ele faleceu, aos 44 anos, por insuficiência renal. Porém não só o título da ABL o tornou imortal, seu papel de grande relevância para a área médica já fazia com que ele entrasse para a história. Hoje o nome Oswaldo Cruz batiza ruas, praças, hospitais, laboratórios e até mesmo uma cidade.

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Sobre o Autor

Laura

Aos 21 anos sou uma jornalista curiosa e sempre quero descobrir mais de assuntos interessantes em diversas áreas. Sem imaginar que faria um trabalho sobre ciência, estou maravilhada pela imensa gama de curiosidades que isso me trouxe! Meu dinamismo impede que eu já saiba com o que mais gosto de trabalhar, mas sou aficionada por fotografia, revistas, viagens e sou uma "puxadora de papo" incorrigível!

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