O Brasileiro que fez seu nome no cenário internacional
Jairton Dupont é o primeiro brasileiro (e, por enquanto, único) a ter o nome na lista da Thompson Reuters dos 100 químicos mais influentes do mundo na última década. As exigências para figurar entre esses ilustres são ter pelo menos 25 artigos publicados e no mínimo citações em 50 publicações diferentes. Isso, Dupont tirou de letra, pois, entre 2000 e 2010 publicou 120 artigos sobre química e recebeu 6.964 citações.
Mas quem vê essa trajetória não imagina o quanto ele batalhou para chegar onde está. Nasceu em um vilarejo humilde no interior do Rio Grande do Sul e mudou para Canoas (cidade satélite de Porto Alegre), pois a irmã havia entrado na faculdade. Começou a estudar à noite quando tinha apenas 13 anos e, aos 14, trabalhava como balconista em uma loja de ferragens. Dupont almejava ser professor de matemática e foi, até que descobriu a química, sua imprevisibilidade e abrangência.
Sua carreira na área começou ao tirar licenciatura na PUC do Rio Grande do Sul. Ele fez doutorado na Universidade Louis Pasteur de Stasbourg, na França e o pós-doutorado na Dyson Perrins Laboratory, em Oxford, na Inglaterra – ambos relacionados a estudos aprofundados em Química dos Metais de Transição e Catálise.
Hoje, Dupont é Professor Associado do Departamento de Química Orgânica da UFRGS e coordena projetos de pesquisa em líquidos iônicos aplicados a catálise, nanotecnologia e energias alternativas, para aplicação, principalmente, no refino de petróleo da indústria petroquímica. Desde 2005 ele é membro titular da Academia Brasileira de Ciências.
Dupont já recebeu várias honrarias. Entre elas, a medalha Simão Mathias da Sociedade Brasileira de Química, o Humboldt Young Research Award, concedido pelo Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Alemanha, Scopus da Elsevier-Capes, em 2007, em 2008 a medalha do Journal of the Brazilian Chemical Society, o prêmio Finep Inventor-Inovador e o World Intellectual Property Organization Award.




