Profissão e Carreira — 07/11/11
Engenharia de Petróleo

Uma das carreiras mais promissoras do momento!

É muito provável que de 2015 até 2025 a exploração de petróleo na camada do pré-sal brasileiro esteja no seu auge. Certamente há ainda muito a ser descoberto, testado e aperfeiçoado em todas as etapas do processo: exploração, escoamento, transporte, armazenamento, refino, etc. Além disso, a vida útil de um poço de petróleo é de 30 a 40 anos, portanto o pré-sal continuará ativo até 2050.

Há mais de 40 anos, grande parte da tecnologia usada no processo de exploração de petróleo vinha do exterior. Mas desde a Crise do Petróleo, em 1973, o Brasil começou a investir cada vez mais em pesquisas. Hoje em dia esse ramo está bastante desenvolvido e não é mais preciso esperar outros países venderem suas descobertas.

O Curso

A carreira de Engenharia de Petróleo foi regulamentada em 1973. O curso permite ao aluno uma formação multidisciplinar, com ênfase nas matérias de física, matemática, química e geologia. Depois de formado, o profissional pode atuar em plataformas de extração, em refinarias de combustível ou como consultor técnico para empresas especializadas.

Algumas das Universidades Estaduais e Federais que oferecem o curso de Engenharia de Petróleo como graduação são: USP (São Paulo), UFRJ (Rio de Janeiro), UFPEL (Pelotas), UFCG (Campina Grande), UFF (Niterói) e UFES (Espírito Santo).

Na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, o curso foi recentemente transferido para a cidade de Santos e está atrelado ao Departamento de Engenharia Minas e de Petróleo (PMI) da Escola Politécnica (POLI). Com o auxílio de softwares o aluno aprende todo o processo desde a pesquisa de novas jazidas à produção de petróleo e gás natural. Além das simulações virtuais, as atividades de campo são vivenciadas na prática, com visitas a bases de refinaria e extração de petróleo.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através da Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, oferece cursos interdisciplinares nas áreas de Petróleo e Gás para quem faz Mestrado ou Doutorado em Engenharia Mecânica, Civil, Oceânica, Metalúrgica ou Elétrica.

Ainda na UFRJ existe o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), outro braço de pesquisa da Petrobrás. Um dos maiores centros de pesquisa aplicada do mundo, o CENPES tem diversos laboratórios, como o de Biotecnologia, Meio Ambiente e Gás & Energia. Há um ano atrás (2010), segundo o blog oficial, InovaBrasil, uma ampliação feita pela Petrobrás inaugurou laboratórios para atender exclusivamente as demandas do pré-sal.

Mercado de Trabalho

Engenheiros de Petróleo estão habilitados para trabalharem na produção de combustíveis, desde a extração, nos campos ou nas bacias, ou seja, em terra ou nas plataformas, em alto mar, até os cuidados com o transporte e refino do óleo em combustível. Com uma formação técnica, já é possível exercer atividades voltadas para as indústrias químicas, petroquímicas e de refino de petróleo. Além do trabalho prático, desenvolver pesquisas nessa área é uma atividade bastante valorizada.

Saiba Mais

Confira a matéria exclusiva sobre o Centro de Estudos de Petróleo (CEPETRO) da Universidade de Campinas (UNICAMP) que a Equipe Ciensacional preparou para você e descubra um possível campo de trabalho para quem já fez Engenharia de Petróleo ou pretende se especializar nessa ciência.

Artigos Relacionados

Compartilhe

Sobre o Autor

Noemi

Tenho 23 anos e sou jornalista. Preocupo-me em produzir notícias com conteúdo relevante, interessante, curioso e, se possível, multimídia. Meus assuntos preferidos são ciência, meio-ambiente, cultura e arte. Também gosto bastante de ver filmes e tirar fotos. De vez em quando escrevo minhas impressões sobre o mundo, em prosa ou em poesia.

(0) Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>